Pela primeira vez, 195 países se comprometem a combater o aquecimento global. Eles vão limitar o aumento da temperatura no mundo.

Depois de mais de duas semanas de negociações intensas em Paris, a Conferência do Clima da ONU aprovou um acordo histórico. Quase 200 países assinaram o documento, que impõe um limite ao aquecimento global.

O emocionado presidente da COP saudou o esforço de todos. Diplomatas vararam madrugadas para encontrar um meio termo. Do lado de fora, pressão. Quase um mês depois dos atentados, manifestantes cobravam um acordo. O presidente francês cravava: “hoje era um dia histórico”. E assim a França entregou um acordo climático ao mundo.

O otimismo era geral, dos Estados Unidos à pequena ilha de Tuvalu. Mas faltavam as assinaturas. A França cobrou um gesto humanitário, um ato maior. E ele veio em um martelo verde.

O acordo de Paris representa uma virada no mundo em uma direção mais sustentável. E, nesse novo norte, os países concordaram em limitar o aquecimento global em até dois graus, mas com esforços para que não passe de 1,5°C. Essa foi uma vitória, sobretudo, dos países-ilha, que podem ser engolidos pelo mar se a calota polar derreter mais.

Pelo texto, os desenvolvidos aceitam financiar, pelo menos, US$ 100 bilhões por ano no combate ao aquecimento global. O investimento dos países em desenvolvimento é voluntário. A ministra brasileira celebra o acordo. “É um acordo histórico e que foi feito com sotaque do Brasil. Nós vamos ter que avançar em energias renováveis, na agricultura de baixo carbono, na agenda florestal. Mas mais do que isso, na restauração florestal, no compromisso que a sociedade brasileira define em relação ao enfrentamento de mudanças do clima”, diz a ministra do Meio Ambiente Izabella Texeira.

O acordo não diz quanto, como, nem quando cortar a fumaça que aquece o planeta. A principal ferramenta agora é um sistema de metas nacionais. Cada país vai atrás da sua promessa de redução das emissões, que, agora, vão ser revisadas de cinco em cinco anos.

“Não tem uma data certa no meio onde a gente possa falar ‘poxa, já chegamos na meta do meio’. Mas mostra a direção e mostra que a gente pode, a cada cinco anos, ir melhorando. Daqui a cinco anos a gente volta”, explica Ana Toni, diretora do Instituto Clima e Sociedade.

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Fonte: G1

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/12/conferencia-do-clima-da-onu-em-paris-termina-com-acordo-historico.html