Obrigatoriedade é para empresas que recebem benefícios do governo do PR.
Texto será votado em primeira discussão na Assembleia nesta segunda (9).

Plenário da Assembleia Legislativa vota proposta nesta segunda-feira (9) (Foto: Sandro Nascimento/Alep/Divulgação)
Plenário da Assembleia Legislativa vota proposta nesta segunda-feira (9)
(Foto: Sandro Nascimento/Alep/Divulgação)

Empresas que recebem incentivos do Governo do Paraná podem ter que reservar 10% das vagas de emprego a jovens que buscam a primeira oportunidade no mercado de trabalho.

A medida será vota na Assembleia Legislativa, em primeira discussão, nesta segunda-feira (9).

De acordo com a proposta do deputado Paulo Litro (PSDB), a medida não provoca ônus algum para o estado.

As empresas que poderão ter que respeitar este percentual são aquelas que integram o Programa Paraná Competitivo, da Secretaria da Fazenda, que concede por exemplo, abatimentos fiscais.

A iniciativa prevê ainda a possibilidade de convênios para a capacitação de funcionários.

O jovem e o mercado
Em busca de reforço para a renda familiar, jovens brasileiros que não trabalhavam nem procuravam por emprego passaram a disputar vagas com aqueles que já estavam no mercado.

A população denominada “não economicamente ativa”, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que divulga os indicadores de emprego do país, está retornando ou ingressando no mercado, levando a taxa de desocupação de jovens de 18 a 24 anos subir de 12,9% para 18,5% em um ano.

Muito jovens têm se demonstrados inseguros quanto ao ingresso no mercado de trabalho. Um dos motivos é  alta concorrência.

Dados de uma pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), feita com 9.876 jovens, indicou que 46,06% dizem “ter encontrado dificuldades, por conta das poucas ofertas e do alto índice de candidatos qualificados”. Bem próximo a isso, 43,7% afirmam “sentir insegurança sobre o futuro”.

A pesquisa teve como foco verificar a a visão da Geração Y sobre o tema: “Como você avalia o mercado hoje?”.

Veja dicas para preencher cada etapa do currículo:

1 – Dados pessoais
O início do currículo deve apresentar o profissional, com nome completo, idade, estado civil, endereço, cidade, região, telefone (celular, residencial ou para recados) e e-mail. Não é preciso informar o CEP.

2 – Objetivo
Neste tópico, os profissionais precisam escrever de forma direta para que a empresa veja qual é a posição de interesse. Os candidatos não devem colocar diversos objetivos juntos.

3 – Resumo de qualificações
É importante que os candidatos aproveitem esse espaço para colocar informações positivas sobre sua carreira. O objetivo é chamar atenção para que o recrutador leia o currículo até o final. Nesse item, o profissional deve pensar quais habilidades, conhecimentos e experiências que ele possui seriam positivos para a posição e companhia. A partir dessa resposta, é possível selecionar o que será colocado no resumo.

4 – Formação acadêmica
O candidato deve colocar o último grau de escolaridade que possui, ou seja, quem não tem nível superior deve citar o nível médio, e assim por diante. Profissionais com MBA, pós-graduação ou curso técnico devem mencioná-los. A descrição deve ter o nome da instituição, curso e ano ou previsão de término.

5 – Experiência profissional
Candidato sem experiência pode citar eventuais trabalhos em empresa júnior ou no centro acadêmico da faculdade, colocando as atribuições e responsabilidades que tinha.

6 – Cursos complementares
Cursos extracurriculares ou de curta duração e workshops podem ser informados. É importante mencionar o nome da instituição, mês e ano de início e término e carga horária.

7 – Idiomas
O candidato precisar ser honesto e indicar seu real conhecimento do idioma, já que o recrutador poderá testá-lo durante a entrevista. A fluência pode ser categorizada como: básico, intermediário, avançado e fluente.

8 – Informática
O profissional pode informar seus conhecimentos em cada programa e categorizá-los. Quem fez curso na área pode colocá-lo seguindo o padrão usado nos cursos complementares.

9 – Outras informações
Neste campo, o candidato pode informar experiências internacionais e trabalhos voluntários. Atividades feitas fora do horário de trabalho podem ser citadas, desde que tenham relação com o emprego ou destaquem as qualidades do profissional.

10 – O que não colocar
– Foto (Só deve ser enviada quando empregador solicitar)
– Número de documentos
– Título “currículo vitae” ou “currículo”
– Pronomes pessoais (Ao invés de colocar “eu desenvolvi um projeto” substitua por “desenvolvimento de projeto”)
– Informações negativas (Profissionais que não possuem algum tipo de conhecimento não devem colocar essa informação. A melhor opção é não informar nada)
– Nome de pais, marido ou esposa e filhos
– Referências pessoais (Contatos de pessoas que podem falar sobre o profissional não devem ser indicados)
– Motivo de saída de empregos anteriores
– Pretensão salarial
– Cartas de referência
– Certificados de cursos realizados
– Data e assinatura


 

Fonte: G1 PR

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/11/projeto-de-lei-reserva-10-das-vagas-de-emprego-jovens-sem-experiencia.html